Zimun | Ragga Drops
Autenticidade é a palavra que define os mineiros: “Nosso som pode ser chamado de rao porque é rimado, mas não nos prendermos a um padrão específico”, diz o vocalista Fernando Castilho. Segundo ele, o som do Zimun tem influências de skate, grafite e do próprio cotidiano dos integrantes. “O rap não pode ficar preso somente ao protesto social, por isso nossa música é bem abrangente”, complementa Thiago Matéria Prima.
Além de Castilho e Thiago, Ravel Veiga, Coyote, Rafael Bizzotto, Rafael Nunes, Henrique Nolasco e Gurila Mangani completam o Zimun. Amigos das antigas, os caras se conheceram por causa de uma paixão em comum: “Há um tempo, o skate não era um esporte tão popular em Belo Horizonte, então os praticantes acabavam sempre se cruzando. De tanto nos encontrarmos, ficamos amigos”, conta Ravel.
A mistura de instrumentos tradicionais como baixo e guitarra com entulhos, latas e buzina define o som plural feito pelo grupo, que tem como objetivo principal apresentar uma nova vertente do rap, diferente daquela que se escuta nas rádios e nos canais de videoclipe. “Queremos quebrar preconceitos que afetam a imagem do rap e mostrar a riqueza do ritmo”, conta Matéria Prima.
Trecho do texto de Izabella Figueiredo, publicado na coluna Conta Aí, do Ragga Drops/EM desta quinta-feira, 06/05/2010. Conheça o trabalho do Zimun!

Da esquerda pra direita, Ravel, Matéria Prima, Coyote e Castilho.








iTunes + TOC = Biblioteca Impecável
A minha vida inteira, convivi com meus ticks nervosos ou TOCs ( Transtorno Obsessivo Compulsivo; Do inglês, OCD – Obsessive Compulsive Disorder). Confesso que tive uns bem graves ainda na infância. Por exemplo, se passase por uma porta em um sentido, eu tinha que voltar e passar pela mesma porta no sentido contrário. Resumindo, eu tinha que entrar e sair de qualquer lugar pela mesma porta. Isso me impedia de ir a certos lugares. Um outro exemplo que nem tinha tanta importância assim, mas me tirava do sério. Se eu estivesse falando sobre determinado assunto e quisesse citar alguém, mas não me lembrasse ou ninguém com quem eu estivesse falando lembrasse, eu não sossegava enquanto não descobrisse o nome da pessoa!
Bom, ter TOCs é uma coisa normal e todos nós temos, alguns mais simples, outros mais graves e até os bizarros. Um dos que eu tenho hoje é com a organização. Existem certas coisas que não posso deixar desorganizado de maneira nenhuma. uma delas é minha biblioteca de músicas no iTunes. Inicialmente com 60GB quando a transferi para o meu iPod Video 160Gb, notei o quão acentuado estava esse TOC. Dois álbuns apresentavam capas duplas no iPod, mesmo estando com a opção “compilation” marcada. Uma pessoa normal, nem ligaria ou no máximo arrumaria somente os dois álbuns, certo? Certo! Mas minha obsessão com a organização me fez repassar toda a minha biblioteca do iTunes, atualmente com 40Gb e quase 500 álbuns selecionados (Imaginem, em tempos anteriores, uma estante com 500 discos de vinil…), a fim de corrigir pequenos deslizes e falhas, como a reparada!
Para vocês terem uma idéia da complexidade da coisa:
- Não tenho músicas soltas, apenas álbuns completos. Se baixo um álbum com uma música faltando, o excluo e procuro por um completo novamente
- Confiro a tracklist do álbum com a tracklist descrita para o mesmo na Wikipedia ou na iTunes Store/Amazon, bem como as informações de gênero e ano de lançamento. Caso algo não bata, ou não seja uma versão existente, deleto o álbum
- Todos os álbuns são catalogados com o número de faixas, de discos, ano de lançamento, gênero e capas, cada uma devidamente corrigida no Photoshop e redimensionada para o tamanho de 500px x 500px
- Existem critérios para os nomes das faixas e dos artistas. Todas as iniciais são maiúsculas, até as das preposições, exceto casos especiais como a hora, e.g. 2 am. Faixas com descrições extras como artista convidado, local ou tipo de gravação tem as mesmas colocadas em parênteses, e.g. Bartender Feat. Akon ou Californication (Live At Slane Castle ). Faixas bônus tem a observação entre colchetes, e.g. [Bonus Track].
- Vários outros critérios para agrupamento, descrição e compilação.
Pode parecer complexo demais, mas não é tanto. O fato é que esse trabalho iniciado em Abril deste ano foi concluído hoje com primor. Daqui pra frente, tudo será mais fácil visto que a cada nova adição de álbum, o processo será mais simples por se tratar de apenas um único álbum! Sortudo é meu irmão que vai ficar com esse MacBook e de quebra vai levar a biblioteca impecavelmente organizada!
Deu pra ver que os TOCs ou ticks nervosos não são tão ruins assim. Em alguns casos, como esse, são de grande utilidade! E você, tem algum? Diz aí!
Edit: Depois de um feedback massa sobre esse post, meu amigo Jeff Münchow deu a dica deste curta francês, entitulado “Dix” (Pt. Dez) que conta a história de um cara que tinha um TOC. Por incrível que pareça, tive esse TOC quando mais novo pois o chão da sala aqui de casa é quadriculado! Valeu Jeff!
Ao som de The Rolling Stones – Miss You Feat. Justin Timberlake.
A Influência Da Música
Desde sempre, escutei música em quantidade em busca da qualidade. Alguns artistas e seus respectivos álbuns dispensam avaliações prévias. Na minha biblioteca do iTunes tenho mais de 450 álbuns, todos completos, organizados com capa (Todas com 500px x 500px, corrigidas no Photoshop) e informações técnicas como ano de lançamento, número de músicas, autores e etc. Esses álbuns vão desde o rock n’ roll, indie, folk e surf, passando pelo eletrônico progressivo, fusion, ska, samba, pop e acabando no jazz, clássico, instrumental e trilha sonora. Todos juntos ocupam 40Gb, dos 65Gb que tenho de músicas no HD. Esses outros 25Gb ainda não entraram para audição e respectiva alocação. Música está em todo lugar hoje em dia. Suas músicas principalmente. Muitos me perguntam: “Cara, pra quê um iPod de 160Gb?” (Sim, cento e sessenta gigabytes!) . Simples: Na vida, cada momento tem uma música. Com uma vasta biblioteca de músicas, posso carregar todos os álbuns que tenho, inclusive aqueles que escuto apenas uma vez no ano, e ainda por cima, só uma faixa, porque estes não ocuparão espaço no iPod. De fato, escutar música o tempo todo ou grande parte dele influencia bastante nas ações cotidianas. Música altera humor, estado de espírito e visão criativa. Tanto é que algumas músicas criam o que chamo de “som fotográfico”. O som te faz visualizar uma cena, na maioria das vezes em movimento, o que de certa forma até dificulta sua tradução em fotografia estática mas que ainda assim, passível de se desenhar. Muitas das minhas fotos sem um tema específico vem destes sons fotográficos. Ontem, tive acesso ao movie clip da música “I Remember“, do Dj/produtor canadense Joel Zimmerman, aka Deadmau5. Diga-se de passagem, um dos melhores Dj’s da cena progressiva atualmente. Tive a oportunidade de vê-lo tocar por duas vezes, uma aqui em BH, na Creamfields no final do ano passado e outra no segundo dia deste ano, em Aspen, CO | US. O movie clip, escrito e dirigido por Colin O’Toole e com Jonas Mortensen comandando a fotografia, me surpreendeu demais, principalmente porque quase não existem movie clips de/ou associados a músicas eletrônicas. Mais interessante ainda foi ver que as visões que eu tinha quando escutava essa música, se parecem muito com algumas cenas do referido. Num relapso de tempo hoje a tarde, traduzi flashes deste som em fotos e montei-as de acordo com as visões. Fica claro que, de alguma maneira, a conexão som-imagem existe nos termos que citei. Bom, pelo menos pra mim!
Set no Flickr.
Ao som de Deadmau5 – I Remember.







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